Ruptura Entre Aliados E Status De Reserva
Eles observam que os ataques EUA–Israel foram feitos sem consulta mais ampla e que alguns aliados do G7 não deram apoio naval, citando França, Alemanha e Itália. Eles interpretam isso como um afastamento do “guarda-chuva de segurança” dos EUA (proteção militar e política oferecida pelos EUA a aliados). Eles ligam o isolamento dos EUA e a volta da pressão inflacionária global a um possível fechamento do Estreito de Ormuz (passagem marítima estratégica por onde escoa grande parte do petróleo), dizendo que isso fez participantes do mercado (investidores e instituições) reavaliarem os títulos do Tesouro dos EUA (“Treasuries”, dívida do governo americano) como um ativo realmente “livre de risco” (considerado seguro, com baixa chance de calote). Eles acrescentam que, quando o fluxo de petróleo voltar ao normal, o capital pode migrar para moedas com “fundamentos” mais fortes (economia mais sólida, inflação e contas públicas mais controladas). Vimos a demanda por proteção causada pela guerra acontecer nos últimos meses, levando o Índice do Dólar (Dollar Index, medida do dólar contra uma cesta de moedas) para perto de máximas de vários anos, perto de 115, enquanto o Brent (referência global do petróleo) passou de US$ 140 por barril em janeiro. Mas esse piso temporário, ligado à geopolítica, agora parece estar enfraquecendo, porque o USD recua para perto de 110, com a diplomacia reabrindo com cautela e o medo de falta de oferta diminuindo.Posicionamento Para Uma Virada Do Dólar
Os riscos estruturais citados antes estão ficando mais claros nos fluxos de capital (movimento de dinheiro entre países e ativos). Dados do Tesouro para janeiro de 2026 mostram uma saída líquida de US$ 50 bilhões de contas oficiais estrangeiras (reservas de governos e bancos centrais), a maior desde o medo da pandemia em 2020. Isso indica que investidores estão reavaliando a dívida dos EUA por causa de preocupações fiscais. O caráter unilateral das ações dos EUA no fim de 2025 aumentou atritos entre aliados. Além disso, a declaração dos ministros de Finanças do G7 da semana passada não mencionou apoio coordenado de políticas (ação conjunta de governos e bancos centrais), uma quebra relevante do padrão histórico. Isso reforça a ideia de enfraquecimento do status do dólar como principal “moeda de reserva” (moeda mais usada no mundo para reservas e negociações internacionais). Nesse cenário, traders (operadores) podem considerar se posicionar para uma reversão da força recente do dólar. Um exemplo é comprar opções de venda “fora do dinheiro” (put out-of-the-money: opção que só dá ganho se o preço cair bastante) no Índice do USD (DXY) com vencimento de 3 a 6 meses, para expressar uma visão de queda com risco limitado (perda máxima definida pelo prêmio pago). Também podem surgir oportunidades em moedas com fundamentos mais fortes que foram pressionadas pela alta do dólar. Isso inclui opções de compra (call options: ganham com alta) em EUR/USD junto com dados resilientes do PMI da Zona do Euro (índice de gerentes de compras, um indicador de atividade econômica). Outra possibilidade é operar vendido em USD/JPY via futuros (contratos padronizados para comprar/vender no futuro) se um movimento global de maior apetite a risco (“risk-on”, quando investidores buscam ativos mais arriscados) levar a uma fraqueza ampla do dólar contra o iene. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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