Balanço Menor Dá Mais Flexibilidade
Miran disse que um balanço menor daria ao Fed mais opções na próxima crise. Ele disse que um balanço grande pode distorcer mercados (alterar preços e incentivos de forma artificial) e criar problemas para o Fed. Ele disse que não vê motivo para vender nenhum ativo do Fed (títulos e outros investimentos no balanço). Ele também disse que não está pedindo um retorno ao sistema de reservas escassas (quando há pouca reserva no sistema e os juros de curto prazo ficam mais sensíveis a falta de dinheiro). Ele disse que intervenções mais ativas do Fed no mercado poderiam ajudar a controlar o tamanho do balanço. Ele disse que o Fed deveria reduzir o estigma (medo de parecer fraco) em torno das operações de repo (empréstimos de curto prazo com garantia, geralmente com títulos) e do uso da janela de desconto (linha de empréstimo direto do Fed para bancos). Os comentários quase não mexeram com o dólar. Os mercados continuaram focados nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.Implicações de Trading no Médio Prazo
Estamos vendo sinais de que o Federal Reserve quer reduzir suas posições nos próximos anos. É um processo gradual para diminuir o balanço em um a dois trilhões de dólares. Por enquanto, o mercado está focado em eventos globais, o que pode abrir espaço para traders que olham mais adiante. Esse viés de aperto no longo prazo (tendência de deixar o crédito mais “caro” e o dinheiro menos abundante) acontece enquanto o balanço do Fed já caiu do pico acima de US$ 8,9 trilhões em 2022 para cerca de US$ 7,2 trilhões hoje. Ao olhar os dados de 2025, vimos a inflação subjacente (inflação “limpa”, sem itens mais voláteis) continuar alta, ficando acima de 2,5% na maior parte do ano. Essa inflação persistente dá aos dirigentes motivo para continuar tirando liquidez (dinheiro circulando e facilidade de comprar/vender ativos) aos poucos. Esse cenário sugere uma curva de juros mais inclinada com o tempo (diferença maior entre juros de curto e de longo prazo), pressionando para cima os juros longos. Traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo) podem considerar posições que se beneficiem de juros mais altos, como vender futuros de títulos do Tesouro de prazo longo. O prazo de “vários anos” indica que não é uma operação para agora, e sim um posicionamento para o médio prazo. Um balanço menor do Federal Reserve tende a apoiar o dólar. Embora riscos geopolíticos estejam reduzindo a reação do dólar, essa força pode voltar quando as manchetes perderem impacto. Estratégias com opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender) que apostem em um dólar mais forte nos próximos meses podem ser interessantes. É importante lembrar que retirar liquidez do sistema financeiro historicamente aumenta a volatilidade (oscilação de preços). O processo de redução do balanço de 2017 a 2019 acabou gerando estresse no mercado de repo. Traders devem considerar a chance de novos solavancos, e posições compradas em volatilidade (lucro quando as oscilações aumentam) via opções podem servir como proteção. Menos liquidez no mercado geralmente pesa sobre as ações, especialmente setores de crescimento. Essa direção de política sugere cautela com índices amplos. Proteger carteiras de ações com opções de venda (puts) de índice com prazos mais longos pode ser uma estratégia prudente.
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