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Pela terceira sessão consecutiva, o Índice do Dólar Americano subiu 0,30% com a renovação da demanda por ativos de refúgio

by VT Markets
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Mar 27, 2026
O Índice do Dólar dos EUA (US Dollar Index, DXY — um indicador que compara o dólar com uma cesta de moedas fortes) subiu cerca de 0,30% na quinta-feira, saindo de perto de 99,56 para perto de 99,90, com a demanda pelo dólar pelo terceiro dia seguido. O índice já avançou mais de três pontos em relação à mínima de fevereiro, perto de 96,00, e está próximo de 100,00 após recuar das máximas de meados de março, perto de 101,00. O Irã rejeitou na terça-feira o plano de cessar-fogo (pausa nos combates) de 15 pontos de Washington e apresentou cinco exigências, incluindo reparações de guerra (pagamentos por danos do conflito) e soberania sobre o Estreito de Ormuz (passagem marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo). O estreito continua fechado para embarcações de países aliados do Ocidente, e analistas de transporte marítimo não esperam a volta do tráfego comercial normal antes do fim do ano.

Demanda por dólar aumenta

O Japão começou a liberar na quinta-feira 30 dias de reservas estatais de petróleo, e as Filipinas declararam emergência nacional por causa do abastecimento de energia. O presidente Trump disse na quinta-feira que não tinha certeza sobre um prazo na sexta-feira para reabrir o estreito, e afirmou que assumir o controle do fornecimento de petróleo bruto do Irã (petróleo antes do refino) ainda é “uma opção”. O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) manteve os juros entre 3,50% e 3,75% em março, e o dot plot (gráfico que mostra as projeções dos dirigentes para os juros) ainda indica um corte este ano. Powell chamou o conflito de “choque de energia” (alta repentina de preços e risco de falta de energia), enquanto Michael Barr disse que os juros podem precisar ficar altos; o mercado praticamente deixou de apostar em cortes no curto prazo. Nos gráficos, o preço estava em 99,92–99,93; suportes (regiões em que o preço costuma parar de cair) incluem 99,90, 99,76, 99,70 e 99,50–99,00, depois 98,50, com resistência (regiões em que o preço costuma parar de subir) em 99,96, 100,00, 100,50 e 101,00. O cenário atual favorece o dólar, tornando-o o principal ativo de proteção (safe haven, ativo buscado em momentos de medo) nas próximas semanas. A combinação de risco geopolítico (risco ligado a conflitos entre países) com um Fed mais duro (hawkish, inclinando-se a manter juros altos para conter a inflação) dá força ao dólar. Devemos nos preparar para o DXY testar e talvez romper o nível psicológico de 100,00 (um número “redondo” que costuma influenciar o comportamento do mercado).

Riscos e posicionamento

O conflito no Estreito de Ormuz funciona como um choque importante na energia, mantendo o mercado cauteloso (aversão a risco: preferência por segurança em vez de ativos arriscados). Com os futuros (contratos para comprar/vender no futuro) do Brent (referência global de preço do petróleo) acima de US$ 120 por barril, a situação lembra a turbulência de 2022 após a invasão da Ucrânia. Enquanto o estreito ficar fechado, a busca pelo dólar como proteção deve continuar. A postura do Federal Reserve reforça a força do dólar e dá vantagem de rendimento (yield: retorno em juros) sobre outras moedas importantes. A leitura mais recente do CPI (Consumer Price Index, índice de preços ao consumidor — uma medida de inflação) ficou em 4,1%, acima da meta do Fed, o que sustenta manter os juros em 3,75%. Isso contrasta com o Banco Central Europeu, que hesitou durante as altas de energia em 2025, enfraquecendo o euro. Para quem opera derivativos (instrumentos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros), isso sugere manter viés de alta (tendência de apostar na valorização) do dólar contra moedas como euro e iene. Isso aparece no mercado de opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender), onde o open interest (número de contratos em aberto) de opções de compra (call: direito de comprar) para o futuro de DXY de junho aumentou, especialmente no strike 101,00 (preço de exercício da opção). Spreads de call (estratégia com duas opções de compra, para limitar custo e risco) podem ser uma forma eficiente de buscar alta com risco definido. Mas é importante notar que a alta mostra perda de força. O gráfico diário indica esticamento do movimento, então pode haver correção (pullback: recuo) se a tensão com o Irã diminuir. Comprar algumas opções de venda (put: direito de vender) baratas, fora do dinheiro (out-of-the-money: sem valor imediato, só ganha se o preço se mover bastante), no DXY ou no ETF UUP (fundo negociado em bolsa que acompanha o dólar) para o próximo mês pode servir como proteção de baixo custo contra uma reversão. A pressão sobre economias que importam energia, como Japão e Zona do Euro, tende a manter suas moedas fracas frente ao dólar. Podemos esperar que pares como EUR/USD (cotação euro/dólar) voltem às mínimas do fim de 2025 se o DXY romper acima de 100,50. As reversões de risco (risk reversals: medida que compara o preço de calls e puts para indicar viés de mercado) no EUR/USD continuam mostrando preferência por puts, indicando que traders estão posicionados para mais queda. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.

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