Sinais de Crescimento na Zona do Euro
O CPI nacional do Japão (Índice de Preços ao Consumidor, medida da inflação) subiu 1,3% na comparação anual em fevereiro, abaixo de 1,5%. A inflação “núcleo” (core, que exclui alimentos frescos para reduzir oscilações) desacelerou para 1,6%, de 2,0%, abaixo da meta de 2% do Banco do Japão. Autoridades disseram que podem aumentar os juros (taxa básica, que influencia o custo de empréstimos) se economia e preços evoluírem como esperado. Reforçaram que a política busca entregar 2% de inflação de forma estável e sustentável. No lado técnico, o preço segue acima das médias móveis simples (SMA, média do preço em um período) de 20 e 100 períodos, na faixa de 183,00. O RSI (Índice de Força Relativa, indicador de “força” do movimento de preço) está em 59, apontando para cima sem sinal de “sobrecompra” (quando o preço pode ter subido rápido demais). Os suportes (regiões onde o preço tende a encontrar demanda e parar de cair) são 184,06, depois 183,82 e 183,67. A resistência (região onde o preço tende a encontrar oferta e parar de subir) aparece acima de 184,10, e o viés segue levemente de alta enquanto estiver acima de 183,67.Perspectiva em Outros Mercados
Considerando a data atual de 24 de março de 2026, vemos um sinal misto para o par EUR/JPY. Na Zona do Euro, o PMI composto caiu para 50,5, indicando desaceleração e limitando a chance de o Banco Central Europeu adotar um tom mais “duro” (hawkish, ou seja, mais inclinado a subir juros), o que pode reduzir o espaço de alta do euro. No Japão, a inflação parece ter mais peso agora. Com o core CPI voltando para 1,6%, fica mais difícil para o Banco do Japão seguir com a normalização dos juros (retirar estímulos e elevar taxas), o que tende a manter uma política “acomodatícia” (dovish, isto é, com juros baixos e estímulos). Isso costuma enfraquecer o iene. Assim, a fraqueza do iene pode superar a fraqueza do euro, empurrando o EUR/JPY para cima mesmo com dados fracos na Europa. A parte técnica reforça isso, com o preço sustentado acima do suporte de 183,67. Portanto, faz mais sentido pensar em um avanço gradual, e não em uma disparada. Para quem opera derivativos (instrumentos cujo preço depende de outro ativo, como opções), uma abordagem seria vender opções de venda (puts) “fora do dinheiro” (out-of-the-money, quando o preço de exercício fica abaixo do preço atual), buscando receber o prêmio (valor pago pela opção) e apostando que o suporte segure. Outra alternativa é comprar opções de compra (calls) com vencimento longo (long-dated, para dar mais tempo ao movimento), participando da alta gradual com risco limitado ao que foi pago. A ideia é se posicionar para um iene mais fraco como tema principal nas próximas semanas.
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