PMI de Serviços Indica Economia Perdendo Força
O PMI de Serviços de março ficou abaixo do esperado (51,1 contra 51,7), o que indica que a economia dos EUA está desacelerando mais rápido do que o previsto. Isso vem após os dados de vendas no varejo (compras no comércio) que também vieram fracos há duas semanas. Para nós, esses números reforçam que a força da economia no fim de 2025 está diminuindo. Essa desaceleração dificulta a situação do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), principalmente porque o PCE de fevereiro mostrou que a inflação “core” (inflação subjacente, que exclui itens muito voláteis como alimentos e energia) continua alta em 2,8%. Mesmo assim, o mercado agora aposta em uma mudança de postura do Fed para ajudar a economia. Vimos os contratos futuros da taxa do Fed (apostas do mercado sobre a taxa básica) se ajustarem rapidamente, indicando mais de 70% de chance de corte de juros na reunião de julho, acima de cerca de 55% na semana passada. Essa incerteza aumenta a volatilidade do mercado (oscilações de preço). O Índice de Volatilidade da CBOE (VIX, conhecido como “índice do medo”, que mede a volatilidade esperada do S&P 500) já passou de 17, nível que não aparecia desde o estresse bancário do ano passado. Isso sugere avaliar proteção, por exemplo com opções de compra do VIX (calls, que ganham valor se o VIX subir) ou com opções de venda (puts, que ganham valor quando o preço do ativo cai) em índices amplos do mercado. Com a perspectiva econômica mais fraca, faz sentido se preparar para queda nas ações. Isso pode ser feito comprando opções de venda (puts) do S&P 500, com vencimento em maio ou junho, para reduzir perdas caso ocorra uma correção (queda relevante após alta). Por outro lado, a maior chance de cortes de juros favorece títulos do governo dos EUA de prazo longo (Treasuries de longa duração, que tendem a subir quando os juros caem). Uma forma de buscar essa alta é montar posição comprada (apostar na alta) usando opções de compra (calls) em ETFs de títulos como o TLT (um fundo negociado em bolsa que acompanha Treasuries de prazo longo). Também é provável uma mudança de liderança no mercado, saindo de setores de crescimento. Ações de consumo discricionário (gastos não essenciais) e de tecnologia, que lideraram a alta em 2025, tendem a sofrer mais com menor gasto e menor investimento. Vemos mais sentido em migrar para setores defensivos (que costumam sofrer menos em períodos ruins), como utilidades públicas (“utilities”, empresas de energia/água/saneamento) e saúde, que historicamente vão melhor quando há incerteza econômica.Rotação Setorial para uma Postura Defensiva
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