Foco se volta para a decisão do BCE
Agora, o foco se volta para a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) ainda nesta quinta-feira. A alta dos preços de energia está aumentando a pressão inflacionária global (aumento generalizado de preços), o que dificulta a previsão da política do BCE. É amplamente esperado que o BCE mantenha inalterada em março a “Taxa da Facilidade Permanente de Depósito” (juros pagos pelo BCE aos bancos por deixarem dinheiro depositado) em 2,0%. As projeções do mercado apontam para a primeira alta de juros em setembro, com apenas 50% de chance de outra até o fim do ano. Operadores reduziram apostas em corte de juros e passaram a precificar duas altas de juros até o fim de 2026, segundo a Bloomberg. O Banco do Japão busca inflação em torno de 2% e, desde 2013, usou QQE (afrouxamento quantitativo e qualitativo: compra de ativos para aumentar dinheiro na economia), juros negativos (juros abaixo de zero) e controle da curva de juros (intervenção para influenciar juros de prazos maiores). Em março de 2024, o BoJ elevou juros, recuando da política extremamente frouxa (crédito barato e muita liquidez). Estímulos anteriores enfraqueceram o Iene, enquanto a inflação mais alta, impulsionada por energia e salários, reforçou a mudança para uma política mais apertada (juros mais altos e menos estímulos).
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