Reserve Bank Outlook
Os mercados acompanham o caminho da política do Banco da Reserva da Nova Zelândia (banco central). As projeções do mercado já consideram uma possível alta de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual) por volta de setembro e alguma chance de outra alta até o fim do ano. O Dólar americano perdeu força contra a maioria das principais moedas. O Índice do Dólar (DXY, medida do dólar contra uma cesta de moedas) caiu novamente para abaixo de 100 após máximas recentes. A disposição para risco melhorou, pois as tensões no Oriente Médio pareceram diminuir. Os EUA podem anunciar uma coalizão internacional para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, o que pode reduzir preocupações sobre o abastecimento de energia. A atenção segue na próxima decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA). Os mercados ainda ajustam as expectativas de cortes de juros nos próximos meses.Looking Ahead
Lembramos como o mercado se sentia em 2025 quando dados fortes da China ajudaram a elevar o NZD/USD de suas mínimas perto de 0,5850. Agora, com o par negociado perto de 0,6150 em março de 2026, a situação mudou. O otimismo inicial com a China deu lugar a um cenário mais misto, já que o crescimento do PIB do 1º trimestre de 2026 (Produto Interno Bruto, que mede o tamanho da economia) veio em 4,8%, um pouco abaixo do esperado. A diferença entre as políticas dos bancos centrais (um “descompasso” de juros entre países) que empurrou o par para cima no ano passado também perdeu força. O Banco da Reserva da Nova Zelândia (RBNZ) elevou a taxa para 5,75% no fim de 2025, mas sinalizou pausa, pois a inflação caiu para 3,1%. Enquanto isso, os cortes de juros do Federal Reserve em 2025 também pararam por enquanto, porque a inflação de serviços nos EUA continua difícil de reduzir. Essa aproximação das políticas de juros sugere que a tendência forte de direção única, por agora, pode ter terminado. Para quem opera derivativos (contratos cujo valor depende do preço de um ativo, como opções), comprar opções de compra (call, contrato que dá o direito de comprar a um preço definido) apostando em alta do NZD/USD ficou menos interessante do que há um ano. O cenário favorece estratégias que ganham quando o preço fica “de lado” (em faixa) e com oscilações (volatilidade, variação de preço). Com isso em mente, vale considerar vender opções de compra (call) com preço de exercício (strike, o preço definido no contrato) perto de 0,6300 para receber o prêmio (o valor pago pela opção), apostando em um “teto” para o par. Outra alternativa é montar um iron condor (estratégia com quatro opções, que busca lucro quando o preço fica dentro de uma faixa), para aproveitar a expectativa de que o NZD/USD fique entre cerca de 0,6000 e 0,6350 nas próximas semanas. Essas estratégias limitam o ganho caso o preço suba muito, mas aumentam a chance de lucro quando o mercado anda lateralmente. A fraqueza do dólar em 2025, quando o DXY ficou abaixo de 100, também se reverteu. Agora o índice se mantém firme perto de 103,50, apoiado pelos dados de Non-Farm Payroll (relatório de empregos fora do setor agrícola nos EUA) de fevereiro de 2026, que mostraram um mercado de trabalho resistente, com mais de 210.000 vagas criadas. Essa força do dólar tende a dificultar uma alta mais forte do NZD/USD.
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