Apoio internacional indefinido
Ele também disse que países deveriam ajudar os EUA. Acrescentou que não sabe se outros países querem que ele diga se estão ajudando. Com os EUA adotando uma postura mais dura contra as ações do Irã no Estreito de Ormuz, devemos esperar mais oscilações no mercado de energia (mudanças rápidas de preços). Esses comentários vêm após o incidente do mês passado em que um navio-tanque (embarcação que transporta petróleo) foi detido por pouco tempo, o que levou os contratos futuros (acordos para comprar/vender no futuro por um preço definido hoje) do petróleo Brent (tipo de petróleo usado como referência internacional de preços) para entrega em maio a passarem de US$ 98 por barril pela primeira vez em mais de um ano. Nesta semana, os prêmios de seguro marítimo (valor extra cobrado no seguro por risco maior) para navios que passam pelo estreito já subiram 15%, refletindo o aumento da tensão. A afirmação de que o Irã tem “muitas poucas chances de reagir” cria um cenário favorável para negociar opções (contratos que dão o direito de comprar ou vender um ativo por um preço definido). Podemos considerar “comprar volatilidade” (apostar que os preços vão oscilar mais), já que a volatilidade implícita (expectativa do mercado sobre futuras oscilações, extraída do preço das opções) nas opções de petróleo já está subindo, com o OVX (índice que mede a volatilidade esperada do petróleo) agora indo em direção a 45. Esse nível não era visto desde as interrupções na cadeia de suprimentos (dificuldades de transporte e entrega de produtos) no fim de 2025, sugerindo que o mercado está colocando no preço a chance de um evento importante. Podemos lembrar a reação do mercado após os ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita em 2019 como referência histórica. Os preços do Brent subiram quase 20% em uma única sessão (um dia de negociação), mostrando como eventos geopolíticos (conflitos e decisões entre países) nesta região podem afetar os preços rapidamente. Um salto forte parecido é possível se houver confronto direto, mesmo que dure pouco.Posicionamento para volatilidade
O comentário de que o apoio internacional está a caminho, mas não foi confirmado, cria um risco de “tudo ou nada” (resultado pode ir para um lado ou para outro). Se uma coalizão forte (grupo de países atuando juntos) for anunciada oficialmente, isso pode acalmar o mercado e derrubar o preço do petróleo, pois o risco de um conflito sem apoio diminuiria. Porém, se nenhum aliado for citado nas próximas semanas, o mercado pode ver isso como bravata (ameaça sem ação), aumentando o prêmio de risco (valor extra nos preços por causa do medo de problemas). Dada essa incerteza, podemos considerar estratégias que ganham com uma grande alta ou queda, como um straddle comprado (comprar ao mesmo tempo uma opção de compra e uma opção de venda) em grandes ETFs de petróleo (fundos negociados em bolsa que acompanham o preço do petróleo ou do setor). Essa abordagem permite aproveitar a alta da volatilidade sem apostar em um resultado específico, seja uma escalada (piora do conflito) ou uma solução diplomática rápida. O cenário atual indica que ficar “andando de lado” (preço preso numa faixa estreita) é o resultado menos provável.
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