Reunião do Fed em destaque
A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, órgão do banco central dos EUA que decide os juros) era vista como favorável ao dólar, pois o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) parecia resistir às expectativas atuais de cortes de juros. Na reunião de janeiro do FOMC, o Fed indicou que queria provas claras de inflação mais baixa antes de fazer novos cortes de juros. O conflito estava ligado à ideia de que a inflação dos EUA poderia se aproximar de 3,5% em vez de 2,0% neste verão. O mercado ainda tinha cerca de 23 pb (pontos-base; 1 ponto-base = 0,01 ponto percentual) de cortes adicionais de juros do Fed “precificados” até o fim do ano (ou seja, já embutidos nas expectativas e nos preços dos ativos). Um início de segunda-feira mais calmo nas ações sugeria que o DXY talvez não subisse de imediato. O texto original dizia que foi produzido usando uma ferramenta de IA (inteligência artificial, software que gera texto automaticamente) e revisado por um editor.O que mudou desde então
O “prêmio” do conflito nos mercados de energia apareceu no começo, levando o petróleo WTI (referência do petróleo dos EUA) a quase US$ 95 por barril em meados de 2025, mas essa pressão diminuiu. No início de março de 2026, o WTI é negociado bem mais baixo, perto de US$ 78 por barril, pois as preocupações com a oferta global diminuíram. Isso retirou um suporte importante para o dólar que se esperava no ano passado. O Federal Reserve realmente contrariou as expectativas de cortes de juros durante a maior parte de 2025, como previsto. Porém, com o último relatório do CPI (índice de preços ao consumidor, medida da inflação) de fevereiro de 2026 mostrando que a inflação “cheia” (número total, sem excluir itens voláteis) esfriou para 2,8% ao ano, o FOMC finalmente fez um corte de 25 pontos-base em janeiro. Essa mudança de postura do banco central é uma grande diferença em relação ao cenário do ano passado. Enquanto o DXY subiu ao longo de 2025, depois devolveu parte da alta e agora se mantém perto de 101,50, bem abaixo dos picos. Os preços atuais do mercado, refletidos nos futuros de fed funds (contratos que indicam a expectativa para a taxa de juros do Fed), agora apontam mais de 70% de chance de outro corte de juros na reunião de maio de 2026. Isso sugere que o caminho mais provável para o dólar agora é de queda. Diante dessa mudança, vale considerar estratégias que ganhem com um dólar mais fraco e com menor oscilação dos juros (volatilidade de juros; variação rápida e imprevisível das taxas). Comprar opções de compra (call; contrato que dá o direito, mas não a obrigação, de comprar a um preço definido) em pares como EUR/USD dá exposição à fraqueza do dólar com risco limitado. Além disso, com o caminho do Fed parecendo mais definido, vender volatilidade (apostar que a oscilação vai cair) por meio de instrumentos ligados ao índice VIX (índice que mede o “medo” do mercado de ações dos EUA) pode ser lucrativo conforme a incerteza diminui.
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