Dados do Reino Unido e pressão sobre a libra
Dados do Office for National Statistics (órgão oficial de estatísticas do Reino Unido) mostraram que a economia do Reino Unido ficou estável em janeiro, abaixo da previsão de crescimento de 0,2%. O setor de serviços não mudou e a produção caiu 0,1%. Mesmo com crescimento mais fraco, preços de energia mais altos levaram o mercado a apostar em uma alta de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual) na taxa de juros do Banco da Inglaterra até o fim do ano. O GBP/USD também pode cair se o dólar americano se fortalecer por busca de “porto seguro” (ativos considerados mais seguros em momentos de medo no mercado) com a alta do petróleo. No fim de semana, foi informado que forças dos EUA teriam mirado todos os locais militares na Ilha de Kharg, um centro de exportação de petróleo do Irã. O presidente Donald Trump disse que a infraestrutura de petróleo não foi atingida, enquanto o Irã alertou que pode responder contra instalações de petróleo ligadas aos EUA na região.Implicações para negociação e proteção (hedge)
Um cenário de incerteza alta costuma favorecer apostar em maior volatilidade (o grau de oscilação de preço). Com o Banco da Inglaterra dividido entre combater a inflação e apoiar uma economia travada, a volatilidade implícita (a volatilidade “precificada” no valor das opções) nas opções de GBP/USD tende a subir. No início da crise de energia de 2025, a volatilidade do par passou de 30%, e um ambiente parecido pode estar se formando. Isso sugere que estratégias como straddle ou strangle (operações com opções que buscam lucro com grandes movimentos do preço, para cima ou para baixo) podem funcionar. A fraqueza persistente da economia britânica favorece uma visão negativa para a libra. Traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) podem considerar comprar opções de venda (put, que ganham valor se o preço cair) de GBP/USD com vencimento em um a três meses para se proteger ou buscar ganho caso o par caia em direção a 1,2200. O custo dessas puts ainda parece baixo, melhorando a relação risco/retorno (o equilíbrio entre quanto se pode perder e quanto se pode ganhar). Além disso, a inflação do Reino Unido em fevereiro em 3,5% reduz a chance de corte de juros no primeiro semestre. Essa combinação de inflação alta com crescimento fraco (estagflação: preços subindo enquanto a economia não cresce) pesa sobre a libra, porque juros altos freiam o pouco crescimento que existe. Por isso, vale observar oportunidades de montar risk reversals de baixa (estratégia com opções: vender uma call fora do dinheiro — opção de compra com preço de exercício distante — para financiar a compra de uma put, buscando proteção/ganho se o preço cair). Do lado do dólar, a moeda volta a ser vista como porto seguro. O relatório de empregos dos EUA de fevereiro, com mais 265.000 vagas, reforça que o Federal Reserve (banco central dos EUA) não tem forte motivo para cortar juros rapidamente. Essa diferença de política entre o Fed e o Banco da Inglaterra dá base para uma posição comprada em dólar e vendida em libra. Assim, quem tem ativos em libra deve fazer hedge cambial (proteger-se contra variação do câmbio). Empresas que vão receber em GBP podem usar contratos a termo (forward: acordo para travar hoje uma taxa de câmbio para uma data futura) ou comprar opções de venda para fixar níveis atuais. Um movimento parecido ocorreu quando a energia disparou em 2025, e quem não se protegeu sofreu perdas com a queda da libra. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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