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Os dados iFlow do BNY mostram aversão ao risco: compra de títulos do G10/zona do euro, venda de emergentes; saídas em INR/EUR e demanda por CNY/ZAR

by VT Markets
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Mar 13, 2026
Os dados do iFlow da BNY indicam maior aversão ao risco (preferência por segurança), com o iFlow Mood (indicador de sentimento do fluxo) mais negativo, em -0,088. As compras de títulos (bonds, isto é, dívida) aumentaram, enquanto a demanda por ações ficou estável. Os fluxos de títulos se concentraram em dívida do G10 (grupo das principais economias desenvolvidas) e da Zona do Euro, enquanto houve venda de dívida soberana (títulos do governo) de mercados emergentes. Isso indica uma posição mais defensiva na renda fixa (investimentos de dívida com juros).

Sinais de Posicionamento em Câmbio Mostram Divergência

Os fluxos de câmbio (FX, compra e venda de moedas) mostraram saídas (vendas) de INR (rúpia indiana) e EUR (euro), junto com demanda por CNY (yuan chinês) e ZAR (rand sul-africano). Também houve saídas em TRY (lira turca) e SGD (dólar de Singapura), enquanto apareceu demanda em PLN (złoty polonês) e COP (peso colombiano). Muitas economias com superávit (quando o país recebe mais do que paga ao exterior) tiveram venda de moeda ligada a preocupações com a pressão das importações de energia e medidas fiscais (ações do governo com impostos e gastos) de curto prazo para reduzir os custos de energia. Na Ásia-Pacífico, KRW (won sul-coreano) e JPY (iene japonês) foram as únicas moedas descritas como “muito compradas” (posições já grandes), e as compras relatadas foram leves. Dada a maior aversão ao risco, estratégias com derivativos (contratos ligados ao preço de outro ativo) devem priorizar proteção do capital e mirar pontos específicos de fraqueza e força. O indicador iFlow Mood acelerou sua queda, uma mudança de sentimento que vem se formando desde o fim de 2025. Essa postura defensiva responde diretamente a novos temores sobre custos de energia, especialmente depois que os futuros (contratos para compra e venda no futuro) do Brent (petróleo de referência) voltaram a ficar acima de US$ 95 por barril no mês passado. Devemos considerar estratégias que se beneficiem de uma “fuga para a segurança” em dívida soberana. Isso envolve ficar comprado (ganhar com alta) em futuros de títulos do G10 e da Zona do Euro, como Bunds alemães (títulos do governo da Alemanha), e ao mesmo tempo fazer hedge (proteção) comprando opções de venda (puts, que ganham com queda) em ETFs (fundos negociados em bolsa) de títulos de mercados emergentes. O comunicado recente da reunião de fevereiro de 2026 do Federal Reserve (banco central dos EUA), que sinalizou pausa na alta de juros, mas compromisso de vigiar a inflação, reforça a atratividade de manter títulos públicos mais seguros. Com a demanda por ações perdendo força, a volatilidade (variação dos preços) tende a aumentar, o que torna estratégias com opções (contratos que dão o direito de comprar ou vender) mais atraentes. Podemos avaliar vender spreads de opções de compra (call spreads: vender uma call e comprar outra para limitar risco) em índices grandes como o S&P 500, pois isso lucra com mercado de lado ou levemente em queda. O índice VIX (medida de volatilidade esperada do S&P 500) já subiu de 14 para 19 nas últimas quatro semanas, refletindo essa incerteza crescente e deixando os prêmios de opções (preço da opção) mais caros.

Derivativos Direcionados para Mercados Defensivos

As saídas claras do euro e da rúpia indiana sugerem operações de baixa (apostar em queda). Vender (ficar “short”) futuros de EUR/USD ou comprar puts na moeda faz sentido, especialmente porque o PMI industrial (índice de gerentes de compras, que mede atividade das fábricas) mais recente da Zona do Euro veio em 48,5, indicando contração (abaixo de 50). Para o INR, o estresse contínuo das importações de energia segue pesando na moeda, tendência confirmada pela ampliação de 15% no déficit comercial (quando o país importa mais do que exporta) da Índia no último trimestre divulgado. Por outro lado, a forte demanda pelo yuan chinês e pelo rand sul-africano indica operações de força relativa (comprar o mais forte contra o mais fraco). Podemos montar posições compradas em CNY contra o EUR mais fraco, ou compradas em ZAR contra outras moedas de emergentes com saídas. O aumento surpreendente de 4% nas exportações da China (comparado ao mesmo período do ano anterior) divulgado no início de 2026 dá um motivo econômico para favorecer o yuan por enquanto. O fato de iene e won estarem “muito comprados” serve como alerta para não correr atrás de tendências já estabelecidas. Embora tenham sido ativos de proteção, a falta de novas compras sugere perda de força e posições cheias (muita gente na mesma aposta). É prudente proteger posições compradas existentes em JPY ou KRW com puts fora do dinheiro (out-of-the-money: opções cujo preço de exercício está longe do preço atual, mais baratas), para reduzir o risco de uma reversão forte.

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