Mudanças nas previsões de curto prazo
O Rabobank manteve, por enquanto, suas previsões de médio prazo para o EUR/USD, mas disse que elas seguem em revisão conforme evoluem os riscos de energia e geopolítica (riscos ligados a conflitos e relações entre países). Também observou que suas previsões anteriores de EUR/USD já estavam abaixo do consenso do mercado (a média do que analistas e investidores esperam) e perto do limite mais baixo das projeções. O relatório disse que o euro está perto do fim da tabela de desempenho das moedas. Ligou isso ao fato de o mercado ter mantido posições compradas (aposta de alta) em euro por meses e à piora dos termos de troca da Zona do Euro (relação entre preços do que a região exporta e do que importa), já que a região importa mais energia do que exporta (é compradora líquida de energia). Dada a interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, reduzimos nossas previsões de curto prazo para o EUR/USD. Agora vemos o par em 1,14 em um mês e 1,15 em três meses, abaixo da meta anterior de 1,16. Esse ajuste reflete os preços altos de energia, que agora funcionam como um “imposto” importante sobre a economia da Zona do Euro (ou seja, encarecem custos e reduzem consumo e crescimento).Possíveis estratégias de negociação
A situação piora com a disparada dos custos de energia, com os contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro a um preço definido) do petróleo Brent (referência global de preço do petróleo) passando de US$ 115 por barril neste mês, nível não visto desde o verão de 2022. Isso afetou diretamente o saldo comercial (diferença entre exportações e importações) da Zona do Euro; dados recentes mostram que ele piorou bastante no mês passado por causa do aumento do custo das importações de energia. Os Estados Unidos, por exportarem mais energia do que importam, sofrem menos com esse choque, o que aumenta o apelo do dólar. Operadores de derivativos (instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) podem considerar se posicionar para mais fraqueza do euro contra o dólar nas próximas semanas. Comprar opções de venda (put: direito de vender a um preço determinado) de EUR/USD com preço de exercício (strike: preço definido no contrato) em torno de 1,14 pode ser uma forma direta de tentar lucrar com a queda esperada. Vender opções de compra (call: direito de comprar) fora do dinheiro (out-of-the-money: quando o preço definido no contrato está acima do preço atual, então a opção ainda não teria ganho se exercida) é outra alternativa, apostando que uma alta forte é improvável. Estamos vendo uma corrida para sair das posições compradas em euro acumuladas nos últimos meses. Essa posição “lotada” (muita gente no mesmo lado) agora está sendo desfeita, o que pode acelerar a queda do par quando ordens de stop-loss (ordens automáticas para limitar perdas, que vendem ao atingir um certo preço) são acionadas. Vimos algo parecido em 2022, quando a crise de energia após a invasão da Ucrânia pela Rússia empurrou o EUR/USD abaixo da paridade (abaixo de 1,00). Esse choque de energia cria uma divergência de política entre os bancos centrais. O Banco Central Europeu terá dificuldade para manter uma postura dura contra a inflação (hawkish: tendência de manter juros mais altos para conter preços) enquanto a economia desacelera com o peso dos preços elevados de energia. Já o Federal Reserve (banco central dos EUA) tem mais margem para agir, tornando o dólar mais atraente para investidores que buscam rendimento (retorno de juros). Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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