Custos de energia e risco para a balança comercial
Com base na experiência de 2022–23, novas altas nos preços de energia podem levar muitos desses países a passar rapidamente de superávit para déficit. Dados do iFlow mostram participantes do mercado aumentando posições em euro que antes estavam baixas ou aumentando “hedges” (proteções financeiras para reduzir perdas) relacionados ao euro. Moedas europeias como EUR, SEK e CHF estão vendo mais posições ou mais atividade de “hedge”, ligada ao custo de energia na região. O sentimento de “risk-off” (quando investidores evitam risco e buscam ativos mais seguros) continua por causa do conflito, enquanto quedas mais organizadas das ações e a volatilidade (subidas e descidas fortes) dos preços de commodities (matérias-primas como petróleo e metais) têm afetado menos as taxas globais.Implicações de negociação para moedas europeias
A recente alta do petróleo Brent (referência internacional de preço do petróleo), que ficou acima de US$ 110 por barril neste mês, é o principal motivo dessa preocupação. Pelos dados, o último relatório de comércio da Alemanha, de janeiro de 2026, mostrou um déficit inesperado de € 2 bilhões, bem diferente dos superávits registrados na maior parte de 2025. Isso mostra como a situação pode mudar rápido em países que importam energia. Esse padrão repete o que aconteceu em 2022–2023, quando um choque de preços de energia (aumento forte e rápido) piorou rapidamente o saldo comercial (diferença entre exportações e importações) da Europa. O mercado agora considera a chance de isso acontecer de novo, com investidores aumentando “hedges” contra um euro mais fraco. Vimos a prévia da inflação de fevereiro de 2026 na zona do euro subir para 3,5%, o que complica a situação para o Banco Central Europeu. Para traders de derivativos (contratos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como câmbio), esse cenário sugere se preparar para um euro mais fraco nas próximas semanas. Comprar opções de venda (“put”; contrato que ganha valor quando o preço cai) no par EUR/USD, com vencimento no segundo trimestre, pode ser uma forma direta de tentar se beneficiar dessa queda esperada. Essa estratégia limita o risco (perda máxima conhecida) e dá exposição a possíveis quedas da moeda comum. Além do euro, moedas como a coroa sueca (SEK) e o franco suíço (CHF) enfrentam pressões parecidas, por estarem ligadas a economias que importam energia. Uma estratégia mais ampla pode ser vender a descoberto (apostar na queda) uma cesta dessas moedas europeias contra o dólar dos EUA usando contratos futuros (acordo para comprar ou vender no futuro por um preço definido), o que reduz a dependência de um único par de moedas. A volatilidade contínua nas commodities sugere que os prêmios das opções (o preço pago para comprar uma opção) podem estar altos, refletindo a maior incerteza. Por isso, traders devem considerar o custo para entrar nessas posições. Pode ser melhor montar a posição aos poucos, em vez de fazer uma aposta grande de uma vez.
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