Riscos no fornecimento de petróleo e força do dólar
Donald Trump disse que os EUA, como maior produtor de petróleo, se beneficiam quando os preços sobem. Os comentários vieram em meio ao medo de o Brent passar de US$ 100 por barril e o WTI operar acima de US$ 90. Na sexta-feira, o mercado deve acompanhar o índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures, um indicador de inflação baseado nos gastos do consumidor) dos EUA. Os dados de janeiro saem depois de o núcleo do PCE (inflação “central”, que desconsidera itens muito voláteis como alimentos e energia) de dezembro ter ficado em 3%. No gráfico de 1 hora, o EUR/USD estava em 1,1523 e seguia abaixo das médias móveis simples (SMA, uma média do preço para indicar tendência) de 20, 100 e 200 períodos, todas apontando para baixo. A resistência (região onde o preço costuma ter dificuldade para subir) foi vista perto de 1,1540, 1,1585 e 1,1606, enquanto o suporte (região onde o preço costuma ter dificuldade para cair) ficou em 1,1507 e depois 1,1470. Uma correção de 12 de março às 18:47 afirmou que o núcleo do PCE de dezembro foi 3%, e não 2,9%.Posicionamento em opções e ideias de proteção
Com o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz, vemos uma fuga para segurança (movimento do dinheiro para ativos considerados mais seguros) em direção ao dólar. O risco constante de interrupção do fornecimento deve manter o petróleo caro, o que tende a apoiar o dólar. Traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo) devem esperar que isso continue nas próximas semanas. Vemos oportunidades no petróleo, com o WTI agora bem acima de US$ 90 por barril. Comprar opções de compra (call, contrato que dá o direito de comprar a um preço definido) em contratos futuros (acordos para comprar/vender no futuro por um preço combinado) de petróleo é uma forma direta de apostar em novas altas se o conflito piorar. Relatórios recentes da EIA (Energy Information Administration, agência de dados de energia dos EUA) confirmam o aperto na oferta, mostrando uma queda inesperada (redução) de 2,8 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na semana passada. Para quem opera moedas, a fraqueza do EUR/USD abre espaço perto das mínimas de 2026. Podemos considerar comprar opções de venda (put, contrato que dá o direito de vender a um preço definido), mirando um rompimento abaixo do suporte em 1,1507. Isso cria uma estratégia com risco limitado (perda máxima conhecida, normalmente o valor pago na opção) para aproveitar a força do dólar contra o euro. A divulgação do índice PCE de janeiro nos EUA será o principal gatilho (evento que pode mexer muito com os preços). Em dezembro de 2025, o núcleo do PCE já estava em 3%, e, se o número vier maior, aumenta a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) para manter uma postura mais dura (hawkish, focada em combater a inflação com juros mais altos). Um dado de inflação acima do esperado tende a fortalecer o dólar e derrubar o EUR/USD. Essa combinação de tensão geopolítica e inflação persistente piora o sentimento do mercado, o que torna atrativa a proteção em índices de ações. Consideramos comprar opções de venda no S&P 500 para proteção (hedge, operação para reduzir perdas) contra uma queda mais ampla. Opções de compra no VIX (índice de volatilidade, que mede a expectativa de oscilações do mercado), que está perto de 22, também podem servir para ganhar com um possível salto da volatilidade.
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