As ações norte-americanas apontavam para uma abertura mais firme, depois de o S&P 500 ter fechado a sessão de segunda-feira com uma subida de 0,66%, aproximando-se dos 7.800 pontos e já ao alcance do seu máximo histórico de 7.816,70, registado a 13 de agosto. A cotação dos futuros indicava um ganho de cerca de 0,5% na abertura, o que colocaria o índice acima dos 7.800, numa altura em que prosseguia a procura por títulos ligados à inteligência artificial. Dados de posicionamento do inquérito AAII Investor Sentiment Survey mostraram 34,6% de inquiridos otimistas (bullish) face a 46,5% pessimistas (bearish), sugerindo pouca alteração no sentimento do retalho.
Na negociação de derivados, o contrato de futuros do S&P 500 negociou acima de 7.800, para novos máximos, com resistência indicada nos 7.900 e suporte em torno de 7.800–7.820. O enquadramento mais amplo mantinha-se misto, com o conflito no Médio Oriente, os preços elevados do petróleo e a subida das yields obrigacionistas descritos como fatores adversos, a par da esperança de que as preocupações com o crédito venham a abrandar. Em separado, um sistema de “breakout” de volatilidade referido na fonte mantinha uma posição curta.
Momentum e sentimento de mercado em máximos históricos
Estamos a ver o S&P 500 a fazer uma forte investida acima do nível dos 7.800, impulsionado por uma subida contínua das ações de inteligência artificial. Os traders de derivados devem preparar-se para uma potencial volatilidade elevada, à medida que tentamos superar o máximo histórico de agosto nos 7.816,70. Com o mercado a prever-se em alta na abertura de hoje, sugerimos acompanhar de perto a zona de suporte imediato entre 7.800 e 7.820.
Surpreendentemente, o sentimento dos investidores individuais continua muito cético, com os mais recentes inquéritos ao retalho a mostrarem 46,5% dos investidores com uma perspetiva pessimista, face a apenas 34,6% otimistas. Historicamente, este tipo de pessimismo acentuado durante um “breakout” de mercado funciona muitas vezes como um indicador contrarian, levando os preços a subir à medida que os vendedores a descoberto são forçados a fechar posições. Consideramos que este ceticismo pode, na realidade, dar ao mercado o momentum necessário para apontar ao próximo grande nível de resistência nos 7.900.
Ventos macroeconómicos adversos e estratégias de gestão de risco
Ainda assim, não podemos ignorar o aumento dos ventos macroeconómicos adversos, em particular com o Brent a oscilar perto de 78 dólares por barril, devido às tensões em curso no Médio Oriente. Além disso, a yield de referência das Treasuries norte-americanas a 10 anos voltou recentemente a subir acima da fasquia dos 4,0%, o que normalmente exerce pressão em baixa sobre as valorizações das ações. Os traders que utilizam opções deverão considerar a compra de opções put de curto prazo para proteger as suas posições longas contra choques geopolíticos súbitos.
Para quem negoceia futuros de índices ou outros contratos derivados, recomendamos a colocação de stop-loss apertados logo abaixo do suporte nos 7.800, para gerir o risco em operações de “breakout”. Se o índice não conseguir manter-se acima dos 7.800, tal pode sinalizar um “breakout” falso e a formação de um topo local do mercado. Aconselhamos manter dimensões de posição inferiores ao habitual até que o mercado decida de forma mais clara se consegue sustentar esta subida rumo aos 7.900.
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