O Índice de Preços das Exportações dos Estados Unidos caiu 0,6% em cadeia em junho, ficando abaixo da previsão consensual de uma descida de 0,4%. O valor mais fraco sinaliza uma queda mais acentuada dos preços de exportação do que a antecipada pelos mercados.
Em termos mensais, o resultado representa um desvio negativo de 0,2 pontos percentuais face às expectativas, reforçando a tendência de descida nos preços de exportação norte-americanos no período. A divulgação acrescenta evidência de pressões de preços mais moderadas nos bens vendidos ao exterior em junho.
Implicações para a política monetária dos EUA e perspetivas de mercado
Acabámos de ver o Índice de Preços das Exportações dos EUA em junho cair 0,6%, uma descida mais acentuada do que a queda de 0,4% prevista. Esta quebra inesperada evidencia um arrefecimento da procura global e um alívio das pressões inflacionistas ao longo da cadeia de abastecimento. Consideramos que este dado dá à Reserva Federal mais margem para cortar as taxas de juro mais cedo do que mais tarde.
Oportunidades de negociação de derivados perante a queda dos preços de exportação
Para tirar partido deste cenário, os traders de derivados devem acompanhar de perto os mercados de taxas de juro. Recomendamos focar nos futuros de Fed Funds e comprar opções de compra (calls) sobre ETFs de Treasuries de longa maturidade como o TLT, para beneficiar da narrativa de queda das yields. Dados passados mostram que, quando os preços de exportação caíram de forma acentuada em 0,9% a meio de 2023, tal precedeu uma forte valorização de vários meses nos derivados de rendimento fixo.
Antecipamos também um dólar norte-americano mais fraco, à medida que os diferenciais de yield globais começam a estreitar. Os traders de derivados podem explorar isto comprando calls sobre o EUR/USD ou assumindo posições curtas no Índice do Dólar (DXY) através de opções de venda (puts). Um setor exportador a abrandar tende historicamente a penalizar o greenback, sobretudo quando combinado com métricas de inflação mais moderadas.
Por fim, sugerimos ajustar as carteiras de derivados de ações e de matérias-primas para refletir um comércio global mais lento. Os traders devem considerar a compra de puts de proteção sobre futuros de matérias-primas industriais, uma vez que preços de exportação mais baixos indicam menor apetite de produção no exterior. Em contrapartida, gostamos de comprar call spreads sobre índices acionistas sensíveis às taxas de juro, que deverão beneficiar do próximo ciclo de cortes de taxas.
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