O ouro avançou à medida que os mercados reavaliaram a probabilidade de novo aperto da Reserva Federal, enquanto um USD mais fraco nas negociações de FX e as esperanças de reabertura do Estreito de Ormuz ajudaram a retirar o metal do intervalo do mês passado. A evolução do preço em XAU/USD levou-o a subir acima de 4205 (S1), nível agora tratado como suporte, com os técnicos a apontarem 4550 (R1) como a próxima fasquia em alta; uma inversão voltaria a centrar a atenção em 4205 (S1) e depois em 3960 (S2), com 3600 (S3) também sinalizado. As resistências para lá de 4550 (R1) situam-se em 4890 (R2) e 5245 (R3).
Nas moedas, o USD estabilizou antes do relatório do emprego nos EUA de julho, após dados mais fracos, incluindo o emprego ADP e uma leitura do PMI ISM não-manufatureiro abaixo do esperado, enquanto o dólar canadiano ganhou firmeza à entrada para a divulgação simultânea do emprego no Canadá. As ações dos EUA estiveram mistas: o S&P 500 e o Nasdaq fizeram uma pausa, mas o Dow Jones manteve-se em território de máximos históricos, e as atualizações de resultados incluíram a Softbank e a Airbnb. Os preços do petróleo estabilizaram, com a persistirem dúvidas sobre um entendimento EUA-Irão para a rota de Ormuz. No Nasdaq, 29675 (R1) travou os ganhos, com 30770 (R2) e 32500 (R3) acima, e suportes em 28200 (S1), 26870 (S2) e 25375 (S3). Entre os dados previstos estão a estimativa preliminar do IPC de julho na Suécia, os PMI da construção de julho na zona euro e no Reino Unido, as vendas a retalho de junho na zona euro, os pedidos semanais de subsídio de desemprego nos EUA e a decisão de taxas do CNB, seguidos das despesas das famílias no Japão em junho e dos dados do comércio da China em julho.
Ouro, Força Cambial e Oportunidades em Derivados
Com o ouro a romper acima da resistência relevante em 4205 e a apontar a 4550, recomendamos que os traders de derivados mantenham uma postura otimista (bullish) em XAU/USD nas próximas semanas. Este forte momento reflete a tendência mais ampla de os bancos centrais globais estarem a aumentar agressivamente as suas reservas de ouro — compras que, historicamente, atingiram máximos recorde de mais de 1.000 toneladas métricas por ano como cobertura contra a volatilidade das moedas fiduciárias. Se os receios inflacionistas continuarem a diminuir, a compra de opções call ou a abertura de posições long em contratos de futuros em recuos na direção do suporte de 4205 poderá gerar retornos robustos.
Sugerimos preparar-se para volatilidade súbita nos pares USD e CAD, com a divulgação amanhã dos dados cruciais de non-farm payrolls (NFP) de julho e das estatísticas de emprego no Canadá. Tendo em conta que o ADP do emprego no setor privado recuou mais do que o esperado, poderemos assistir a um NFP oficial abaixo do consenso, colocando pressão imediata em baixa sobre o dólar. Os traders podem explorar esta potencial mudança através da montagem de estratégias de opções do tipo straddle em USD/CAD para capturar movimentos bruscos resultantes desta divulgação simultânea de dados de emprego.
Táticas no Mercado Acionista e Operações Energéticas Geopolíticas
Nos mercados acionistas, aconselhamos uma abordagem de negociação em intervalo (range-bound) para o Nasdaq, à medida que consolida ligeiramente abaixo do teto em 29675. Embora as tecnológicas tenham feito uma pausa, o viés subjacente de alta do índice mantém-se forte, suportado por resultados corporativos sólidos de grandes marcas globais neste trimestre. Os traders deverão procurar comprar junto do suporte em 28200 ou aguardar por um breakout confirmado acima de 29675 para apontar à resistência histórica em 30770.
Recomendamos acompanhar de perto os desenvolvimentos geopolíticos para derivados de petróleo, dado que os preços do crude permanecem muito sensíveis a um potencial acordo de navegação no Estreito de Ormuz. Uma vez que cerca de 20% do consumo diário mundial de líquidos petrolíferos passa por este estreito estratégico, qualquer entendimento que permita uma passagem mais fluida poderá aliviar rapidamente preocupações com a oferta e pressionar os preços em baixa. Negociar opções put ou assumir posições curtas em futuros de crude perante sinais de avanço diplomático poderá proteger as carteiras contra uma queda súbita nos preços da energia.
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