O ouro manteve-se sob pressão no curto prazo, depois de ter descido brevemente abaixo dos 4.250 antes de uma recuperação modesta, sendo negociado pela última vez em torno dos 4.275. A subida dos preços do petróleo após o reacendimento das tensões no Médio Oriente, juntamente com dados robustos nos EUA e comentários hawkish da Reserva Federal, manteve elevadas as expectativas de novas subidas de juros; a probabilidade implícita de uma subida em outubro aumentou para acima de 70%, sustentando um dólar norte-americano mais forte. Os sinais técnicos apontavam para um ligeiro momentum baixista no gráfico diário, enquanto o RSI permanecia plano.
O petróleo e a reação das taxas foram enquadrados como os principais fatores de oscilação. Um recuo nos preços da energia ou um dólar mais fraco poderia ajudar o ouro a estabilizar, mas novas subidas das yields manteriam o viés pressionado. A resistência de curto prazo foi colocada em 4.300–4.354, em linha com as MM de 21, 50 e 100 dias, com resistências adicionais em 4.400 e 4.460. Do lado negativo, os próximos níveis de suporte foram identificados em 4.200 e 4.000.
—Fatores de pressão descendente e volatilidade
Estamos a ver o ouro sob forte pressão no curto prazo, chegando a cair momentaneamente abaixo do nível dos 4.250 antes de uma ligeira recuperação para negociar em torno dos 4.275. Este viés descendente é, em grande medida, alimentado por uma combinação de dados económicos resilientes nos EUA e pelo agravamento das tensões no Médio Oriente, que fizeram o Brent voltar a subir acima de 82 dólares por barril. Os traders de derivados deverão preparar-se para uma volatilidade acrescida nas próximas semanas, à medida que estes fatores macroeconómicos se forem materializando.
A postura hawkish da Reserva Federal reforçou de forma significativa o dólar, com o mercado a atribuir agora uma probabilidade superior a 70% a uma subida das taxas de juro já no próximo mês. Esta expectativa empurrou a yield da Treasury a 10 anos para perto de 4,45%, um nível que historicamente desencadeia saídas de capital de ativos sem rendimento, como os metais preciosos. Sugerimos um acompanhamento estreito destes movimentos das yields, uma vez que qualquer novo impulso em alta manterá o ouro sob forte pressão.
—Estratégia de negociação e níveis técnicos-chave
Para operações de curto prazo com opções e futuros, recomendamos que o foco esteja na zona crítica de resistência entre 4.300 e 4.354, que coincide com as principais médias móveis. Se o ouro não conseguir romper em alta este intervalo, é muito provável que o momentum baixista volte a impor-se. Neste cenário, os traders poderão procurar estabelecer posições curtas ou comprar puts de proteção, apontando aos suportes em 4.200 e 4.000.
Em contrapartida, não devemos excluir uma consolidação lateral caso os preços da energia arrefeçam ou o índice do dólar norte-americano enfraqueça. Dados históricos de mercado mostram que, quando o dólar recua mesmo 1,5% durante pausas geopolíticas, o ouro recupera rapidamente tração para testar os limites superiores. Se o metal conseguir recuperar e manter-se acima de 4.354, deveremos virar para opções call com alvo nas próximas resistências em 4.400 e 4.460.
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