Preços do Ouro, Sinais Técnicos e Perspetiva de Curto Prazo
O ouro negociava perto dos 4.000 dólares por onça depois de ter descido abaixo dos 4.100 dólares, numa altura em que o crude Brent subia para cerca de 111 dólares por barril. A discussão centrou-se em saber se o nível dos 4.000 dólares conseguiria aguentar, tendo em conta rendibilidades mais elevadas e um dólar mais forte, ao mesmo tempo que assinalava sinais técnicos como o facto de o ouro não conseguir recuperar mesmo quando o dólar norte-americano enfraqueceu, reversões baixistas em ações de empresas mineiras e um período em que a prata superou o ouro. A visão para o curto prazo apontava para nova fraqueza ao longo de semanas a vários meses, com o risco de novos mínimos anuais, ainda que o suporte no longo prazo estivesse ligado a fatores como a tensão geopolítica e a criação de moeda em grande escala.
Dinâmica de Mercado, Stress de Liquidez e Considerações de Política
A entrevista explicou também porque é que os metais preciosos podem cair a par das ações durante ondas de vendas: o stress de liquidez pode forçar a angariação de caixa para responder a chamadas de margem, levando os detentores a vender ativos que tinham subido recentemente. Foram traçados paralelismos históricos com 2008, quando a prata caiu cerca de um terço num curto período, e com 2020. A atenção deslocou-se depois para o risco de taxas de juro, referindo-se que as obrigações oferecem rendibilidades em torno de 5% face ao ouro, que não paga juros, e para o dilema de política entre travar a inflação e sustentar uma economia muito endividada, com as mineiras e a relação prata/ouro a serem utilizadas como indicadores de alerta.
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