Dólar norte-americano negoceia perto de 102 antes da divulgação do CPI crucial

by VT Markets /
Oct 14, 2026

Pontos-chave

  • O Índice do Dólar dos EUA (DXY), que mede a força do dólar face a um cabaz (conjunto) de moedas, está a negociar perto de 102 a 14 de outubro, depois de recuar do máximo de 18 meses de 102,37, atingido na segunda-feira.
  • O dólar caiu cerca de 0,37% na terça-feira, com a descida do petróleo e a mudança das expectativas sobre a Reserva Federal (Fed, o banco central dos EUA) a pesarem no sentimento.
  • O CPI (Índice de Preços no Consumidor, o principal indicador de inflação ao consumidor) dos EUA deverá subir para 3,6% em termos homólogos (YoY, face ao mesmo mês do ano anterior) em setembro, acima de 3,4% anteriormente.
  • As yields (taxas de juro implícitas) elevadas das Obrigações do Tesouro dos EUA continuam a apoiar o dólar.
  • Um CPI acima do esperado pode fazer subir o dólar e as yields; um valor mais fraco pode trazer novas vendas.
  • O ouro, o EURUSD (euro/dólar) e o USDJPY (dólar/iene) podem mexer mais, à medida que os traders ajustam posições após os dados.
  • O próximo catalisador será o CPI dos EUA (14 de outubro), seguido do PPI (Índice de Preços no Produtor, inflação à saída das fábricas) a 15 de outubro.

Movimento de mercado

A subida do dólar até ao máximo de 18 meses de 102,37 na segunda-feira perdeu força na terça-feira. O DXY recuou cerca de 0,37%, à medida que a queda do petróleo aliviou preocupações com a inflação e as expectativas sobre a Fed mudaram.

Na sessão mais recente, o índice está a consolidar num intervalo estreito, ligeiramente abaixo de 102. A sessão intradiária (dentro do dia) foi instável, com o índice a cair para a zona de 101,86 antes de recuperar para perto de 101,90, sinal de que ainda há compradores a aproveitar quedas antes da divulgação de dados importantes.

O que o mercado está a acompanhar

O foco vira-se para o CPI de setembro. A inflação global (headline, o valor total) deverá subir para 3,6% YoY, face a 3,4%, o que indicaria que a pressão dos preços continua elevada. Este relatório tende a mexer com o mercado porque a inflação é o principal fator para as expectativas sobre a política da Fed (subidas ou descidas de taxas).

As yields do Tesouro dos EUA têm sido um apoio importante ao dólar, por isso qualquer mudança nas expectativas de inflação pode alterar rapidamente o sentimento. O PPI a 15 de outubro acrescenta uma segunda leitura da inflação e pode prolongar a volatilidade (oscilações de preço) até quinta-feira.

Níveis-chave de negociação

NívelTipoImportância
102,37ResistênciaMáximo de 18 meses (segunda-feira)
102,00Pivô / psicológicoNível “redondo” importante; recuperar este patamar favorece os compradores
101,99Resistência intradiáriaMáximo da sessão
101,86Suporte intradiárioMínimo da sessão

O nível mais importante acima é 102,37, o máximo de 18 meses de segunda-feira. O dólar não conseguiu ultrapassar este teto (resistência) antes de recuar, por isso um regresso a esta zona pode atrair vendas. Um fecho claro acima deste nível seria um sinal de força renovada. Logo abaixo está 102,00, que funciona como pivô (zona que separa força de fraqueza). Com o DXY perto de 101,9, recuperar e manter 102,00 mostraria que os compradores voltam a ter controlo; rejeições repetidas nesta área deixam o dólar mais exposto a quedas.

O nível 101,99 é o máximo da sessão e a primeira resistência. Na parte baixa do intervalo, 101,86 é o mínimo da sessão e o suporte mais próximo. Se ceder, o movimento seguinte poderá ser uma correção mais profunda.

Cenários de subida e de queda

CenárioGatilhoConfirmação
Subida (bullish)CPI em 3,6% YoY ou acima, a subir as yields do Tesouro e a reforçar uma Fed mais “dura” (hawkish, mais inclinada a manter juros altos)DXY recupera e mantém-se acima de 102,00, com avanço para 102,37; um fecho acima de 102,37 abre espaço para novos máximos de vários meses
Queda (bearish)CPI abaixo de 3,6% YoY, a aliviar yields e a reduzir apostas numa Fed mais “dura”DXY quebra e mantém-se abaixo de 101,86 (mínimo da sessão), com os vendedores a apontarem a uma correção mais forte; ouro e EURUSD tendem a ganhar força

Para um cenário de subida, o índice precisa de recuperar 102,00 e tentar novamente 102,37. Um fecho acima de 102,37 abriria espaço para novos máximos de vários meses.

Num cenário de queda, o DXY cairia abaixo do mínimo da sessão em 101,86, com os vendedores a apontarem a uma correção mais profunda.

Aviso

Os níveis e cenários acima refletem a avaliação do autor no momento da escrita. Não são aconselhamento financeiro nem uma recomendação oficial da VT Markets. Faça a sua própria análise e gira o risco com cuidado.

Previsão do DXY: o que pode mexer com o mercado?

O principal fator no curto prazo são os dados de inflação dos EUA. Um CPI de setembro em 3,6% YoY ou acima reforça a ideia de uma Fed mais “dura”, empurrando as yields do Tesouro para cima e aumentando a procura por dólares. Como o DXY reage muito aos diferenciais de yield (diferença entre taxas de juro implícitas dos EUA e de outras economias), tudo o que faça as yields dos EUA subirem mais do que as de outros países tende a apoiar o índice. O PPI acrescenta uma segunda leitura da inflação e, se vier forte, pode prolongar o movimento.

Em baixa, um CPI mais fraco reduz as expectativas de subida de juros, faz cair as yields e pode gerar novas vendas do dólar. A queda do petróleo também pode pesar, porque energia mais barata reduz a pressão inflacionista e dá menos motivos para a Fed manter uma postura agressiva. Mudanças no tom dos comentários da Fed podem ter efeito semelhante.

Para além dos dados dos EUA, o dólar também reage à força ou fraqueza das moedas que compõem o índice. Como o euro tem o maior peso no cabaz, uma perspetiva melhor para a Zona Euro ou um Banco Central Europeu (BCE) mais “duro” pode puxar o DXY para baixo, enquanto fraqueza do euro ou do iene tende a fazê-lo subir.

Negociar DXY com a VT Markets

Com a VT Markets, os traders podem aceder a CFDs (contratos por diferença, um produto que replica o preço sem comprar o ativo) de moedas, a par de pares principais de forex (mercado cambial), ouro, petróleo, índices, ações, ETFs (fundos cotados em bolsa) e outros mercados globais de CFDs, numa só plataforma.

Isto permite acompanhar o movimento geral do dólar e comparar o que se passa em USDJPY, EURUSD, XAUUSD (ouro/dólar) e nos mercados de energia.

Use as ferramentas de gráficos da VT Markets para seguir suporte, resistência, médias móveis (média do preço ao longo de um período) e quebras (breakouts, quando o preço ultrapassa um nível importante) à medida que se forma o próximo cenário no USDX.

FAQ

O que é o US Dollar Index (DXY)?

O DXY mede o valor do dólar face a um cabaz de moedas principais, incluindo o euro, o iene e a libra.

Porque é que o CPI mexe com o dólar?

O CPI mostra a que ritmo os preços estão a subir. Uma inflação mais alta aumenta a probabilidade de a Fed apertar a política monetária (manter juros altos ou subir), o que tende a fazer subir as yields e a apoiar o dólar.

O que acontece ao ouro se o CPI vier forte?

O ouro costuma ficar sob pressão quando o dólar e as yields sobem e tende a valorizar quando ambos caem.

Que pares são mais afetados?

O EURUSD e o USDJPY reagem mais diretamente, tal como o ouro, porque são sensíveis aos movimentos do dólar e das yields.

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