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Banco Central do Brasil corta Selic para 14% à medida que as perspetivas de flexibilização se estreitam perante a inflação e os riscos eleitorais

by VT Markets
/
Aug 6, 2026

O Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 25 pb para 14,0% na reunião do Copom de agosto, uma decisão esperada e aprovada por unanimidade. A decisão prolonga o ciclo de flexibilização para um total de 100 pb desde março, e o comunicado que a acompanhou foi mais curto, evitando uma orientação explícita (forward guidance). Em vez disso, os decisores afirmaram que a calibração global do ciclo de cortes será determinada pelos dados que forem sendo divulgados.

É antecipada mais uma redução de 25 pb para 13,75% ainda este ano, sustentada por uma melhoria da dinâmica da inflação no curto prazo e por uma moderação do crescimento. Para além disso, a margem para cortes adicionais é limitada por uma provável reaceleração da inflação no 4T26, expectativas de inflação de médio prazo persistentemente desancoradas, riscos orçamentais em curso e taxas de juro estruturais elevadas. A previsão para a Selic no final de 2027 é de 11,50%, face a um consenso de 12,0%, sendo os riscos descritos como inclinados para uma trajectória de taxa directora mais elevada à frente das eleições de outubro.

Perspetivas de Política Monetária e Estratégias de Mercado

A decisão de ontem do Banco Central do Brasil de cortar a Selic em 25 pontos base para 14,0% significa que devemos preparar-nos para um ciclo de flexibilização muito condicionado. Como este movimento já estava incorporado nos preços de mercado, os operadores de derivados devem evitar perseguir apostas de curto prazo em novos cortes. Em vez disso, recomendamos focar nos futuros de taxa de juro (DI) para o final de 2026, onde a formação de preços deverá em breve refletir uma pausa prolongada em 13,75%.

A taxa de inflação mais recente (a meio do ano) no Brasil situa-se num persistente 4,4%, mantendo a pressão sobre o banco central para permanecer cauteloso. Uma vez que se espera que os preços no consumidor voltem a acelerar no quarto trimestre, a margem para novos cortes de juros é extremamente limitada. Aconselhamos a assumir posições de pagador (payer) em swaps de taxa de juro de prazo mais longo, para proteção contra a subida das yields.

Volatilidade Cambial e Riscos Eleitorais

O real brasileiro está atualmente a negociar perto de 5,60 face ao dólar norte-americano, sob forte pressão devido a dúvidas fiscais e às eleições de outubro. Historicamente, anos eleitorais no Brasil desencadeiam oscilações cambiais significativas, levando muitas vezes o real a desvalorizar mais de 5% nos meses que antecedem o ato eleitoral. Sugerimos que os operadores de derivados recorram a opções de compra (call) sobre USD/BRL para se protegerem contra esta volatilidade política iminente.

O défice estrutural das contas públicas do Brasil continua a preocupar os mercados globais e a manter desancoradas as expectativas de inflação. Nas próximas semanas, recomendamos negociar BRL com straddles de opções para beneficiar de movimentos bruscos de preço impulsionados por notícias. Esta abordagem permite capitalizar o nervosismo do mercado sem apostar num resultado político específico.

Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.

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