Os preços do ouro nos EAU subiram na segunda-feira, segundo dados da FXStreet. O metal foi cotado a 480,42 AED por grama, acima dos 477,33 AED de sexta-feira, enquanto a taxa por tola avançou para 5.603,27 AED, face aos 5.567,44 AED. Outros pontos de referência colocam 10 gramas em 4.803,99 AED e uma onça troy em 14.942,64 AED. A FXStreet apura os preços locais convertendo as cotações internacionais através do câmbio USD/AED e ajustando às unidades domésticas, com atualizações diárias recolhidas no momento da publicação, embora refira que as cotações locais podem variar.
Num contexto de mercado mais amplo, o ouro é habitualmente encarado como reserva de valor e proteção contra a inflação e a desvalorização cambial, sendo frequentemente associado a comportamentos de “risk-off”. Os bancos centrais são os maiores detentores; dados do World Gold Council mostram que adicionaram 1.136 toneladas em 2022, avaliadas em cerca de 70 mil milhões de dólares, a maior compra anual de que há registo. O ouro tende a mover-se de forma inversa ao dólar norte-americano e às Treasuries dos EUA, podendo também evoluir em sentido contrário aos ativos de risco, enquanto as expectativas de taxas de juro e o canal de formação de preço do XAU/USD permanecem fatores determinantes.
Implicações de Trading e Estratégia
Estamos a ver os preços do ouro subir de forma constante, com a cotação local nos Emirados Árabes Unidos a atingir 480,42 AED por grama. Os traders de derivados devem responder posicionando-se em opções de compra (calls) para capitalizar este momento de subida. Historicamente, quando o ouro rompe resistências de curto prazo como esta, isso tende a sinalizar um rally sustentado por várias semanas.
Fatores de Mercado e Suporte Institucional
Este movimento ascendente é fortemente impulsionado por alterações nas expectativas de taxas de juro, que historicamente reduzem o custo de oportunidade de deter ativos sem yield. Sugerimos o recurso a alavancagem através de futuros de ouro para maximizar retornos à medida que as yields globais das obrigações abrandam. Monitorizar a relação inversa entre o dólar norte-americano e os metais preciosos será crucial para calendarizar saídas ao longo do próximo mês.
Além disso, o forte suporte institucional continua a ser um fator determinante, com os bancos centrais a manterem a tendência de compras agressivas que anteriormente levou a que mais de 1.100 toneladas fossem adicionadas às reservas globais num único ano. Este comportamento de compras funciona como uma rede de segurança para o preço do ouro, limitando o risco de queda nas posições longas. Para as próximas semanas, recomendamos manter bull call spreads para proteger capital, mantendo ainda assim a exposição ao potencial de subida.
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