Os preços no produtor na Zona Euro subiram 0,2% em termos mensais em maio, em linha com as previsões do mercado. A leitura aponta para pressões de custos estáveis e graduais à saída da fábrica, após a volatilidade recente nos preços a montante.
O Índice de Preços no Produtor (IPP) é acompanhado como um sinal precoce da inflação “em cadeia”, uma vez que alterações nos custos de produção podem, com o tempo, repercutir-se nos preços ao consumidor. A subida de 0,2% em maio mantém a tendência de curto prazo alinhada com as expectativas e reforça o conjunto de indicadores monitorizados pelo BCE na avaliação da dinâmica de preços no bloco do euro.
Implicações Para A Política Do BCE E A Volatilidade De Mercado
O IPP de maio ficou exatamente como o esperado, ao subir 0,2% face ao mês anterior. Esta ausência de surpresa reforça a visão de que a inflação no atacado é, por agora, previsível e contida. Para nós, isto significa que o Banco Central Europeu não enfrenta pressão imediata para alterar a sua política atual de taxas de juro.
Isto está em linha com a estimativa rápida mais recente para a inflação no consumidor em junho, que mostrou a inflação subjacente a manter-se em 2,9%, prosseguindo um recuo gradual em direção à meta de 2% do BCE. Com a inflação a comportar-se como antecipado, esperamos que a política do banco central se mantenha num rumo estável e bem comunicado. Esta previsibilidade deverá continuar a moderar a volatilidade global dos mercados nas próximas semanas.
Perante este enquadramento estável, vemos oportunidades em estratégias que beneficiam de baixa volatilidade, como a venda de opções sobre o índice EURO STOXX 50. Este ambiente faz lembrar o período de 2017-2018, quando uma condução estável por parte do banco central levou a um período prolongado de volatilidade comprimida. Acreditamos que a volatilidade implícita no mercado pode estar demasiado elevada face ao risco efetivo de um choque de política monetária.
Considerações De Trading Entre Classes De Ativos
No caso dos derivados de taxas de juro, estes dados consolidam o atual “pricing” de mercado para futuros movimentos das taxas do BCE. A trajetória dos futuros de EURIBOR parece relativamente definida, sugerindo que uma reavaliação significativa é improvável sem um desvio relevante face ao esperado nos próximos dados. Assim, iremos concentrar-nos em “calendar spreads” para negociar expectativas quanto ao timing das mudanças de política, em vez da sua direção.
No mercado cambial, o euro deverá continuar a ser movido por fatores externos, sobretudo por mudanças de política da Reserva Federal dos EUA. Este dado doméstico é neutro e não fornece um catalisador para uma rutura (“breakout”) em pares como o EUR/USD. Assim, iremos usar opções para nos posicionarmos para a continuação de negociação em intervalo (“range-bound”) ou para explorar a divergência de política entre o BCE e outros bancos centrais.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.