O USD/CAD negoceou numa consolidação de viés altista durante a sessão asiática de quinta-feira, mantendo-se em torno de 1,4230–1,4225 e ligeiramente abaixo do máximo de quarta-feira, o nível mais elevado desde abril de 2025. A atividade abrandou enquanto os mercados aguardavam o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, ao mesmo tempo que uma ligeira correção do dólar norte-americano — a partir do seu nível mais alto desde maio de 2025 — se seguiu a uma redução das expectativas de novas subidas de taxas por parte da Reserva Federal. A queda do crude de regresso a níveis pré-Irão aliviou preocupações com a inflação, mas os preços mais baixos do petróleo continuaram a penalizar o dólar canadiano, sensível às matérias-primas, ajudando a limitar as perdas do par.
Do ponto de vista técnico, a subida acima do máximo de novembro de 2025, perto de 1,4130, reforçou a tendência ascendente, com o MACD (Moving Average Convergence Divergence) a manter-se em território positivo. O momentum, contudo, parece esticado: o RSI (Relative Strength Index) está em torno de 88, sugerindo condições de sobrecompra. O enquadramento aponta para uma possível consolidação no curto prazo ou para uma correção, embora o viés direcional se mantenha ascendente; é sinalizado interesse comprador em torno de 1,4200, com 1,4130 a funcionar como nível-chave.
Fatores de mercado e expectativas sobre os bancos centrais
Vemos o par USD/CAD a consolidar os ganhos em torno do nível de 1,4350, mantendo-se estável após um forte impulso ascendente. Os traders estão agora em modo de espera antes dos dados cruciais do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, cuja divulgação está prevista para esta sexta-feira, 26 de junho. Este relatório-chave de inflação deverá ditar o próximo movimento do dólar norte-americano e gerar volatilidade.
A nossa leitura é condicionada por mudanças nas expectativas sobre os bancos centrais e pelos preços das matérias-primas. Os dados mais recentes da ferramenta CME FedWatch indicam que os mercados atribuem uma probabilidade de 92% a que a Reserva Federal mantenha as taxas de juro inalteradas na próxima reunião, aliviando alguma pressão altista sobre o dólar. Ainda assim, com o WTI a ter dificuldade em manter-se acima de 78 dólares por barril, o dólar canadiano, ligado às matérias-primas, continua fraco, oferecendo um “piso” ao par USD/CAD.
Enquadramento técnico e estratégia de negociação
Numa perspetiva técnica, a rutura acima do máximo de novembro de 2025, em 1,4130, continua a ser, para nós, um forte sinal altista. Embora o indicador MACD confirme momentum positivo, o RSI mantém-se elevado, nos 75. Esta leitura sugere que o mercado está em sobrecompra, sendo provável um recuo breve ou uma fase de consolidação antes do próximo movimento de subida.
Para as próximas semanas, consideramos prudente aguardar uma descida corretiva antes de aumentar a exposição altista. Uma estratégia possível passa por vender opções put fora-do-dinheiro (“out-of-the-money”) com um preço de exercício (“strike”) próximo de 1,4200, para tirar partido de uma volatilidade elevada e definir um ponto de entrada favorável. Isto permite encaixar prémio enquanto se espera que as condições de sobrecompra aliviem, antes de a tendência de subida poder eventualmente retomar.
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