Euro recua à medida que o diferencial de rendimentos entre os EUA e a Zona Euro se aprofunda e a reavaliação hawkish da Fed arrasta o EUR/USD em baixa

by VT Markets
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Jun 26, 2026

O euro enfraqueceu face ao dólar, à medida que os diferenciais de yields entre a Zona Euro e os EUA se afundaram ainda mais em terreno negativo e a formação de preços do mercado passou a refletir uma Reserva Federal mais agressiva, enquanto as expetativas para o Banco Central Europeu se mantiveram, em termos gerais, inalteradas. Um indicador de valor justo, derivado do diferencial de yields a 2 anos Alemanha–EUA, acompanhou a queda do EUR/USD à vista, reforçando a ideia de que os diferenciais de taxas estão a conduzir o movimento. Na sessão norte-americana de quarta-feira, o euro recuava 0,4% face ao dólar, sendo descrito como um desempenho intermédio num contexto mais amplo de força do dólar.

Do ponto de vista técnico, os sinais de curto prazo apontam para baixo. O RSI está abaixo de 30, deixando o par em situação de forte sobrevenda, e a recente quebra em baixa tem pouco suporte relevante antes de 1,12. A negociação no curto prazo foi enquadrada como lateral entre 1,1300 e 1,1400, enquanto a resistência era identificada acima de 1,1450.

Fatores Fundamentais por Trás da Fraqueza do Euro

Vemos a recente queda do euro face ao dólar como sendo fundamentalmente motivada e com probabilidade de continuar. A questão central é o alargamento do fosso entre as expetativas de taxas de juro nos EUA e na Zona Euro. Esta divergência torna mais atrativo manter dólares do que manter euros.

Os dados mais recentes da inflação nos EUA, divulgados há duas semanas, fixaram-se em 3,1%, ligeiramente acima das previsões, desencadeando comentários mais agressivos por parte de responsáveis da Reserva Federal sobre a necessidade de manter as taxas mais altas por mais tempo. Em contraste, o HICP da inflação da Zona Euro mais recente manteve-se estável em 2,4%, não dando ao Banco Central Europeu razões para alterar a sua política estável. Isto reforça o argumento a favor de um dólar mais forte.

Esta diferença de política reflete-se no mercado obrigacionista, onde o spread entre as yields das obrigações soberanas alemãs e norte-americanas a 2 anos se alargou para -1,75 pontos percentuais, o nível mais amplo em mais de um ano. Historicamente, um spread negativo tão significativo tem pressionado de forma consistente a taxa de câmbio EUR/USD em baixa. Vimos uma dinâmica semelhante empurrar o par em direção à paridade em 2022.

Perspetiva Técnica e Estratégia de Negociação

Tendo em conta as leituras técnicas de forte sobrevenda, poderemos ver pequenos ressaltos de curta duração, mas estes devem ser encarados como oportunidades. Consideramos que vender opções call fora-do-dinheiro (out-of-the-money) ou montar bear call spreads com preços de exercício acima de 1,1450 pode ser uma estratégia prudente. Esta abordagem tira partido da tendência descendente esperada, ao mesmo tempo que gere o risco perante eventuais subidas inesperadas no curto prazo.

Por agora, o nosso foco mantém-se no caminho em direção ao nível de suporte de 1,1200. Qualquer recuperação que não consiga romper acima da zona de resistência 1,1400–1,1450 confirmará a nossa visão baixista. Estaremos a acompanhar de perto o próximo relatório de inflação PCE dos EUA, na próxima semana, para confirmação adicional desta tendência.

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